Por vários anos deixei esta ideia arrumada na minha cabeça, sendo que, a princípio, era uma lâmina de barbear, mas foi evoluindo até ser uma faca afiada. Pode ter notado, ou não, mas nesta fotografia existe uma faca de uma marca internacionalmente conhecida, inserida na vagina de uma mulher. A meu ver, esta é a minha foto-assinatura, o ápice do que fotografei até hoje.

Tenho esta ideia de que as mulheres dominam o mundo, e não ignoro que existem demasiados locais no mundo que contrariam esta ideia. Se nos metermos com as mulheres, cortamo-nos. É o que a fotografia representa, o poder da mulher. E o sangue que a faca exibe, não é da mulher, é de qualquer homem que com ela se meta, que se meta com a sua intimidade.

Durante longo tempo não julguei estar ao meu alcance concretizar esta fotografia. Quantas mulheres conhecem a quem lhes apeteça posar para uma fotografia com uma faca inserida na vagina? Conhecem? Eu não. Foi, por isso, uma surpresa encontrar alguém que compreendeu a ideia e aceitou experimentar. Escolhemos a faca, testámos a ideia e fomos para o estúdio. Duas horas a segurar a faca, algum desconforto, mas um resultado que nos deixou muito satisfeitos. Estou para sempre grato à mulher que me ajudou a concretizar esta ideia.

E o sangue, bom, não é sangue, é mel e groselha.