O mundo – uma boa parte dele – exultou com a eleição de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos da América apesar de ele não ser um salvador carregado de soluções mágicas. Perante a crise instalada e os conflitos em que o seu país está envolvido, terá pouca margem para actuar. As pessoas estarão, provavelmente, mais animadas com o facto de se verem livres de Bush (uma asneira que os norte-americanos cometeram duas vezes) do que propriamente com o facto de elegerem Obama. Em suma, ou iam com McCain, ou com Obama. E seguir McCain seria um pouco mais do mesmo, e pior, seria conduzir Palin ao poder mais cedo ou mais tarde. E isso seria cometer uma asneira três vezes. Os americanos conseguem, mas felizmente não quiseram.
No entanto, e sendo os Estados Unidos como são, o que será realmente interessante ver é se McCain não sobrevive, porventura, a Obama. Enquanto todos estão muito alegres com a eleição do primeiro afro-americano, desconfio que vários grupos “domésticos” estão a pensar em como o matar. E os EUA têm tradição disso, seria apenas mais um.
Embora me agrade a eleição de Obama, pelo estilo e atitude que transmite, não espero dali nada de muito diferente, e não me deixo mover especialmente pela questão racial. O homem é tipo “meia-de-leite”, so what, provavelmente nem ele se sente particularmente negro. Os caucasianos mais conservadores é que não acham piada nenhuma certamente, ainda que ele não tenha pesados cordões de ouro ao pescoço, calças a escorregar pelo rabo abaixo e uma maneira esquisita de andar. Vamos ter quatro anos muito, muito interessantes. Eventualmente, oito. Mas, insisto, mais do que Obama, o que é mesmo, mesmo fixe, é não ter o pateta Bush na casa branca.



