Há pessoas que se indignam com a tolerância de ponto para os funcionários públicos (que duvido seja copiada pelo sector privado) por causa da visita Papal. Na tolerância, só lamento que seja apenas, como suspeito, para os funcionários públicos, esse grupo ainda bastante privilegiado. A tolerância de ponto não os obriga a faltar, significa apenas que podem não ir trabalhar. Também sei que para a esmagadora maioria destas pessoas que terão tolerância de ponto, o destino não será ver o Papa. De certa maneira, melhor, porque Fátima não comportaria tanta gente (ainda são 700 mil?), mas se tiverem genuíno interesse poderão fazê-lo pela televisão. Mas o que eu queria mesmo era convidar todos aqueles que são contra a tolerância de ponto pelas razões indicadas (o que os pica são as razões, não a tolerância em si mesma) a abdicar do Natal e da Páscoa, e, bem assim, de todos os feriados de carácter religioso. Deixem esses feriados para quem efectivamente os quer viver nas cerimónias religiosas e, quem não tem essa fé, abdique deles e fique firme nos seus locais de trabalho. Não vejo razão, absolutamente nenhuma razão, para que uma pessoa sem prática religiosa queira usufruir desses feriados. É, até, uma matéria de coerência. Da mais elementar coerência.
E, por coerência, eu próprio abdicaria, com prazer, da tolerância de ponto do Carnaval, na medida em que o Carnaval me diz tanto quanto um prato de favas ou de iscas.
Não haja aqui qualquer engano. O ataque não é à “folga”, mesmo que a crítica venha mascarada de razões de laicidade ou de prejuízo económico. O ataque é motivado por uma feroz raiva contra a religiosidade, e muito particularmente a religiosidade católica, que faz tamanha comichão entre os dedos dos pés de tanta gente que eu quase me sinto tentado a recomendar um Fenistil, para ver se acalma.
Ninguém vos obriga a ter Fé. Nem vos convida a arrotar postas-de-pescada sobre coisas que não são vossas e que nem sequer vivem. Acham mal ter tempo para acompanhar a visita Papal? Perfeito. Como não vos interessa, não a acompanhem. Ide trabalhar. Como eu. Estarei a trabalhar, seguramente, nesse dia. Acompanharei a visita como puder.




Não podemos fazer da religião uma desculpa para não ir trabalhar.
Mas sinceramente o que mais me desagrada é saber que os funcionários públicos já teem regalias de sobra, porque mais esta.
Além do mais,depois do que se passou com a pedofilia na Igreja, acredito que muita gente nem goste muito deste papa.
Se bem que sempre existiu e continuará a existir pedofilia e não só, na Igreja católica, ou os padres não são de carne e osso como nós.
Acho engraçado aos vários comentários sobre esta tolerãncia de ponto.Eu sou funcionária pública, nao pedi para ir ver o papa e o meu serviço fechou por causa da tolerãncia.Então vamos lá analisar a questão: 1º dizem que somos previligiados, mas em que???estou congelada , ha 3/4 anos também estive 2 anos, agora com a nova lei posso ficar inmdeterminadamente sem aumento, nao entendo a indignmação do particular. os salários na função publica sao uma miséria, nao sei o q tanto se indignam. Em relação às tolerâncias, se o privado também desse estavam todos caladinhos mas como não têm falam na crise e de se ter q trabalhar. Se no vosso trabalho o patrão dissesse fiquem em casa e vão ver o papa estou mesmo a ver estes não catolocos todos do particular a dizer ao patrao, nao, nos vimos trabalahar não somos catalocos e estamos em crise. Deixem-se de hopocridsia. este pais nao vai para a frente nao é por causa das tolerancias , nem popr causa da funça~o pubila!!!
Vamos por partes, nem todos os funcionários públicos se comportam como tal, alguns, e são poucos, trabalham e merecem cada tostão ganho.
Mas na maioria, não aguentavam uma semana no privado.
Minha amiga, eu também tive tolerância, mas o trabalho não permitiu, por isso cara alegre.
Quanto aos aumentos, a grande parte dos portugueses, ganham ordenados miseráveis, não teem um sistema de saúde digno, não teem hipóteses de poder ir a um médico particular.
Quando estão doentes ou os seus, não teem os ditos artigos que podem utilizar, e ficar em casa descansadinhos da vida.
Por isso não diga que tem o salário congelado, porque eu também não tenho aumento faz alguns anos, porque as empresas, estão em situação difícil, e no entanto somos nós que vos pagamos os vossos ordenados, que diga-se de boa verdade, muitos não trabalham, nem merecem o que lhes é pago.
Por isso, aceitem as críticas, e façam um esforço de trabalhar, como os restantes Portugueses.
Hipócritas, são vocês que lá porque vão ser avaliados, já se acham perseguidos.
Eu sou avaliada todos os dias, tenho que dar o meu melhor, ou então o patrão não é brando, nem permissivo.
Façam favor de olhar à vossa volta, e deixem-se de lamúrias, ou de acharem que são injustiçados.