Não tenho exactamente a certeza, porque nunca os observei com atenção e o meu ainda é dos antigos, mas parece-me que o Cartão de Cidadão (ou, como também é conhecido, o CU, Cartão Único) já não tem inscrito o estado civil do seu detentor. Parece-me bem. É que eu tenho no meu actual Bilhete de Identidade uma inscrição de um Estado Civil que não quero. De momento tenho lá “CAS.”, e o espaço não é muito para denominações mais longas, mas eu gostaria que me alterassem aquele CAS. para outra coisa.
Se queriam que eu alterasse o meu Estado Civil no bilhete de identidade (vá lá, menos mal, que do CV já tirei isso há muito) não precisavam arranjar uma volta tão grande em torno dos casaymentos. Bastava pedir. Com jeitinho.
Bom, mas a diferença que eu pretendo assinalar é que, a partir de hoje, deixei de ser um homem casado. Quero ser, doravante, reconhecido como “um homem que contraiu matrimónio”. Parece-me diferente. E o que é diferente, é diferente. E sempre será diferente. Encolher “um homem que contraiu matrimónio” para caber no pequeno espaço do bilhete de identidade é que é aborrecido. Talvez abreviando. UHQCM.




Casar ou não casar, eis a questão.
Tudo se alterou, mas não creio que tenha sido agora, há muitos anos que o casamento deixou de ter significado, pelo menos aquele que me foi transmitido.
O contrato de casamento, sim porque acho que não passa de um contrato para muitos, tem regras precisas, algumas difíceis de cumprir, só não entendo como se pode gastar fortunas para celebrar este contrato, que no fim de contas, poucos são aqueles que lhe dão importância.
Manuela, eu dou bastante importância ao matrimónio, como decerto já depreendeste, mas “gabo-me” de ter gasto pouco. Por um lado, porque tinha prioridades e o dinheiro fazia-me falta para outras coisas. Por outro, porque há limites para tudo, e uma coisa é o conforto e o bom ambiente, outra é o esbanjamento e o luxo.
Imagino que para pessoas que tenham tido más experiências, o matrimónio tenha perdido muito do seu significado. Eu continuo a ser um believer! Com espinhos, com problemas para resolver, mas ainda assim um desafio que duas pessoas decidem enfrentar juntas. Na minha concepção do mundo… duas pessoas de sexo diferente, entenda-se
Se for um homem com um homem, é património?!
Não São. Homem com homem é casaymento.
Agora a sério: em que é que isto te prejudica?
Hei-de escrever sobre isso.
O Casaymento, realmente é um pouco estranho, não é que me incomodo com o que os outros façam da sua vida, só não sei como entender esse acto.
Respeito as pessoas, e os seus sentimentos, mas a partir do momento que o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado, a palavra ” Casamento” deixou de ter o mesmo significado, pelo mesmo aquele que consta no dicionário.
Talvez alguém me possa explicar como definir agora essa questão.