Esta coisa que reproduzo abaixo é a capa de hoje do Jornal Público. Serve para ilustrar o que eu penso que nunca se deveria fazer como capa de jornal, serve para me lembrar de (mais) um dia em que a minha confiança na imprensa se reduz drasticamente.
Nem sei por onde pegar nisto. A vontade é pouca, bem menor que a indignação. Desculpai-me o desarranjo destas linhas. Quero transmitir-vos que não é verdade que as alterações climáticas vão devastar o nosso planeta. A variabilidade climática é algo que este planeta trata por tu. A variabilidade climática é uma coisa natural e desejável, é parte daquilo que mantém o planeta vivo. A variabilidade climática é a razão de vastas regiões que hoje são desertos, terem em tempos sido florestas tropicais, de regiões hoje verdejantes terem outrora sido secas ou mesmo geladas. É a razão de termos tido glaciares na Serra da Estrela, de o mar ter estado, em tempos, vários metros abaixo do nível actual, como também já esteve vários metros acima de onde está hoje (exemplo disso, a plataforma de Cascais, é por isso que é tão plana, vejam-na a partir da Serra de Sintra e entendereis). Aliás, sabiam que a Serra de Sintra já foi uma ilha? Foi mesmo.
Se alguma coisa sofrer com a variabilidade climática, somos nós, que teremos de nos adaptar. Dependendo do sentido das alterações – processos que levam muito mais tempo do que uma vida humana – podemos ter de migrar para norte ou para sul. Pela História do planeta, o que vem a seguir é uma glaciação. Está na hora dela. Isso provocará migrações, as pessoas adaptar-se-ão. Existirão conflitos, sim, porque as fronteiras nacionais sofrerão pressões, as economias terão de se reajustar. Mas isto é inevitável. Não tem relação com a nossa indústria, não é consequência de um putativo aquecimento global provocado pelo Homem, é apenas assim que o planeta se comporta, ciclicamente. Da última vez que isto aconteceu, não existia uma sociedade como hoje. Esta é a primeira vez em que estamos suficientemente comunicativos e organizados para efectivamente ter problemas sérios quando as mudanças tiverem de se fazer. Mas, serão elas repentinas? Pouco provável. Como disse, estas alterações do clima levam muitos anos a concretizar-se. Não levam dias, nem um punhado de anos. O tempo do planeta é diferente do nosso. Mede-se em centenas, milhares e milhões de anos, conforme o tipo de fenómeno.
Não me parece honesto dizer-se que nas publicações científicas a questão já não é se a culpa é do homem ou não. E muito menos assim é quando, com esta capa, o Público passa totalmente por cima do facto de se terem descoberto, recentemente, comunicações escritas que evidenciam a falsificação de dados para sustentar essa tal coisa do aquecimento global, por uma via que os dados concretos não permitiriam justificar. É grave. É muito grave.
Não existe aquecimento global. Existe variabilidade climática. E nós não somos agentes nesse fenómeno, somos espectadores. Esta capa do Jornal Público é uma vergonha, e nem para forrar o caixote do lixo me serve.





Tu passas do erotismo à pornografia com uma facilidade…
:O)
Eu sou uma leiga nestas matérias. Mas sempre me disse o meu bom-senso (e a curiosidade que me faz ler sobre o tema, nas mais diversas abordagens) que as forças da Natureza são certamente “muuuuuito fortes!
Se, há milhões de anos os Dinossauros foram dizimados, se houve uma era glaciar, se os continentes se afastaram… então este nosso Planeta não deve ser assim tão estático. E a sua constante (e silenciosa, para a nossa percepção) mutação é que faz dele o sítio fascinante em que vivemos. O nosso mundo está vivo, e tem o seu próprio ritmo!
Mas também acho que temos alguma dificuldade em compreender estes factos porque a nossa escala temporal (de apenas 70/80 anos, numa geração) é muitíssimo limitativa.
Claro que, com tudo isto, não quero dizer que não devamos todos contribuir para um mundo melhor, mais limpo, mais ordenado e com menos poluição… É claro que nos devemos preocupar!
O nosso comportamento pode, realmente, fazer a diferença… mas sejamos humildes: as forças da Natureza serão muito mais fortes!…
P.S.:
Ahhh… e estava a esquecer-me de um detalhe – muito importante para justificar toda esta loucura do “Save the Planet” – É que está na moda ser “green”! Ser “green” vende mais, é mediático, é uma excelente arma política…
E nos dias que correm…
Na verdade, esta modificação que o nosso planeta está sofrendo preocupa-me bastante.
Não sei se será o homem o que mais contribui para estas modificações, no entanto a poluição que causamos, provocando doenças que nunca foram vistas, ar irrespirável em certas zonas do planeta, torna que a vida na terra quase impossível, não para nós, mas para as gerações vindouras.
Sabemos como funcionam os média, e como influenciam todos os dias quem lê os tablóides, por isso toda a publicidade feita ao aquecimento do planeta, acaba por ter uma certa dose de exagero.
O facto é que todos nós sem excepção, temos uma quota parte de culpa pela degradação, poluição, destruição, da terra e do mar.
Não é por acaso que a pesca diminui a olhos vistos, a fauna e a flora também são afectadas, pelo comportamento humano.
Apesar disso não gostei da forma como o público apresenta o artigo, nem do português que é apresentado na descrição do tema.
Veremos o que sai desta cimeira.
Manuela
Teresa,
O planeta é dinâmico e é isso que o mantém. Sofremos todos, severamente, com sismos, com vulcões, com tsunamis, com tempestades, mas são fenómenos desses que permitem que a vida na Terra se mantenha e desenvolva. São esses fenómenos que modelam as paisagens, que acabam com as condições para certos tipos de vida nuns sítios, mas a seguir criam novas condições noutros sítios. São mecanismos que regulam e renovam a paisagem. E sem isso, o planeta estaria morto. O Homem tem de adaptar-se, tem de evitar os locais perigosos ou estabelecer estratégias para minimizar os danos.
Se tiver de haver uma glaciação (o aquecimento precede a glaciação), vai haver. Não somos nós que a vamos provocar ou precipitar, nem tão pouco evitar.