A Scarlett

Tenho encontrado vários blogs que se dedicam, quando não em exclusivo, pelo menos em boa parte a apreciar, diria até, venerar, esse pedaço de mau caminho que é a Scarlett Johansson. Compreendo, também eu aprecio sobremaneira a rapariga e arrisco até dizer que só não temos um caso sério porque ela não me conhece. Posso dizê-lo, porque barriguinha como a minha não há outra, e porque a minha maria diz que não é ciumenta. E porque no escuro da noite sou um tipo muito elegante.

Decidi meditar um pouco – mas sem exageros, porque estou a fazer a digestão – acerca das razões que me fazem apreciar a Scarlett, considerando que já a vi em preparos que não apreciei. Não gosto sempre dela. Gosto dela na maioria das vezes. O que é muito. A primeira vez que vi a rapariga foi num dos meus filmes favoritos: Lost in Translation. Apaixonei-me pela história, senti poder-me identificar com algumas coisas desse filme, achei a realização, a fotografia e a interpretação fantásticas. E vi, como dizia, pela primeira vez, essa rapariga chamada Scarlett, que nesse filme nos surge como uma menina inocente mas muito, muito sexy, que deambula numas cuecas transparentes pelo seu quarto de hotel com vista para Tóquio.

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Àquele toque de inocência – e, note-se, é curioso como até a reveladora transparência nesse filme não contraria essa sensação, pelo menos para mim – juntam-se uns lábios que apetece morder e uma voz como eu gosto. Assim, e talvez não tanto quanto outros fãs da Scarlett, eu arrisco dizer que mais do que ela, de quem eu gosto mesmo é da Charlotte. Mas como a Charlotte é apenas personagem de filme, sobra-nos a Scarlett.

Deleitemo-nos pois, como diz o Miguel, que também é grande apreciador, “até que a vista nos doa. horas de contemplação”.

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4 comentários

  1. Concordemos que a rapariga não é de se deitar fora, sensual, quase inocente, em papéis que nos fazem ver e chorar por mais.
    Mas João, será que ao vivo é mesmo assim?
    Sabes que uma boa maquilhagem, uma roupinha atraente, faz qualquer mulher parecer uma rainha.
    Mesmo aquelas a quem a natureza pregou uma partida, tem sempre uma pouco de beleza escondida, por vezes não olhamos com atenção.
    No entanto continuo a achar que o sonho é sempre um bem para a alma.
    Continua a sonhar e talvez quem sabe, um dia ela caia na tua cama.

    Bom ínício de semana.

    Manuela

  2. Bom, quanto à referida moçoila deste post só tenho a dizer que de facto, ao vivo é que se realmente podem apreciar certas curvas e imperfeições que um Photoshop ou similar sempre resolve!
    No entanto, o que me fez escrever este comentário foi o facto de ter apreciado bastante o teu blogue. Tanto que já o coloquei nos favoritos, o que não acontece sempre….rsrs
    Já agora, passa pelo meu, embora eu reconheça que o meu não está tão, como hei-de dizer, participado. Apenas coloco lá o que todos os dias recebo nas centenas de mensagens de correio electrónico diárias….rsrs
    Abraços

  3. Manuela,
    Não me ocorreu escrever isso, mas sem dúvida que, nos dias anteriores, quando ia pensando em escrever sobre a Scarlett, uma das coisas que pensava era “como será ela ao acordar?”.

    Provavelmente, menos interessante.

    De resto não sou exigente, e não seria necessário que, a caír, me caísse na cama. Podia ser no chão mesmo.

  4. Obrigado Rui.
    No entanto, deixa-me acrescentar que este também não é um blog muito participado. É quase um clube privado de gente quase toda desconhecida, que quase se consegue contar pelos dedos dos pés e mãos.

    Julgo entender que tenho um punhado de visitantes regulares, que muito prezo, mas isto está longe de ser o Colombo em véspera de Natal. :-) Respira-se um certo intimismo, se tal coisa é possível na net, sem acessos restritos.

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