Publicações feitas em Março, 2009

Ser maior

Se te disser que embora o Sol brilhe eu estou negro por dentro, não te inquietes nem entristeças. Não se te exaspere o coração, nem se te apague o sorriso de sempre. É só porque estou mortificado pela saudade, pela falta tão grande que me fazes, quando ainda nem sequer partiste. Sofro para mim, calado, ambulante, daqui para ali. Sofro acordado, sofro dormindo, nos pesadelos tristes. Por antecipação de não te ter mais aqui. Mesmo sabendo que posso ir primeiro. Queria que nunca...

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A Playboy portuguesa

A Playboy portuguesa

A Playboy portuguesa chega hoje às bancas. Suponho que já esteja ou a caminho. Estou sentado ao computador e por isso ainda não o confirmei, e se confirmar será de passagem porque não a vou comprar. A edição portuguesa da Playboy suscita-me interesse sobretudo pela curiosidade de saber até onde irá a revista. Vivemos num rectângulo pequeno e apertado onde toda a gente se conhece e se encontra, e onde toda a gente sabe mais da vida do outro do que o próprio. E temos, também, uma...

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Desacordo Ortográfico, a 5 de Maio, antes e depois

O Público de hoje reserva-nos esta má notícia. Adianta o artigo que a grafia revista poderá começar por ser implementada nos documentos oficiais do Estado. E adianta também uma data provável. A de 5 de Maio. Será um dia bom para envergar uma tshirt preta. De luto, desagrado e...

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Raispartissa os SMS…

É difícil concentrar-me no trabalho quando o telefone não pára de receber SMS. Poderia até ser agradável se fossem SMS sugestivos, picantezinhos… mas não. São de trabalho e não dá para os ignorar, especialmente nestes últ (porra, lá vem mais um) imos dias. A única coisa que me dá gozo é saber que as coisas que acontecem, acontecem onde eu as pintei de vermelho, e que não me chamo José, nem Jaime, nem Rui. Feito o desabafo, remeto-me à toca, a ver se produzo qualquer...

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De um mar imenso

O chiar das borrachas começava a ouvir-se, apesar do barulho do velho motor a diesel, com todo o fumo que me devia afastar da janela. No cais, acenavas-me, e a água, agora revolta e salpicante, começava a separar-nos e a ser um imenso mar. O mar é sempre imenso. Mesmo aquele que corre dos teus olhos, ou dos meus, é sempre imenso. Como a dor de estar longe de ti. Há sempre dor na ausência. Eu sempre a tive. Por cinco minutos, por meses ou anos. Estava lá. Aquele chiar das borrachas foi o...

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