A Geografia das Curvas, tenho percebido com o tempo, é cantinho de visita diária de pelo menos uma centena de almas perdidas, convencido que estou de que aqui chegam por engano. Algumas gostam e ficam, a maioria, julgo, vai para não voltar. Tenho percebido, também, que há almas que gostam disto, que retiram satisfação do meu jogo de palavras em torno das conas e dos caralhos, e isso, confesso, sempre me vai animando a continuar. Porque gosto de escrever, porque gosto disto, porque não admitiria, em qualquer caso, que me fosse cerceada a escrita. A escrita, livre, é ar que preenche todo o outro que nos tiram.

Como na academia, também nas conas e caralhos há sabáticas. Porque o tempo é curto, ou porque é mal gerido, ou porque o dicionário está gasto ou apenas porque sim, também n’A Geografia das Curvas há pausas. Para ir escrever sobre outras coisas noutro sítio qualquer, ou para escrever sobre as mesmas coisas mas não aqui, ou para não escrever de todo, por um tempo. Escrever-vos que A Geografia das Curvas está morta é hipérbole. Não está nada morta. Fica como que em pousio, para vosso deleite, podendo ler e reler pausadamente os contos que aqui deixo. Da minha escrita não me envergonho. Obviando dedos escorregadios, todas as vírgulas e pontos estão onde devem, onde os imaginei, e são meus. Mas não sei quando volto a castigar as teclas que alimentam estes textos. Sei, e é bastante, que por agora não me apetece.