Suponho – disse-lhe – que é sempre mais aborrecido quando a vida, quando isto, parece um queijo suíço. Só vejo os buracos, com a agravante de os buracos não serem visíveis, porque não está lá nada. Respondeu-lhe, com a mão no pulso dele, como que para o tranquilizar, que os buracos eram a sua forma, o queijo o seu mundo, e enquanto visse buracos, na verdade, via tudo, porque estava lá, movia-se neles, e os buracos do queijo eram só caminhos por onde passava para se esconder.