Conquista

O Neo-Zelandês Edmund Hillary e o sherpa Nepalês Tenzing Norgay alcançaram, em 1953, o topo do Everest, a 8.848 metros de altitude, a mais alta montanha que o berlinde tem. Um pouco mais abaixo, apenas a 8.611 metros, está o K2, parte do Evereste, onde chegaram em 1954 os italianos Lino Lacedelli e Achille Compagnoni. O Kangchenjunga, que também faz parte do Evereste, com 8.586 metros, foi conquistado em 1955 por Joe Brown e George Band, e em 1956 foi a vez do Lhotse, com os seus 8.516 metros, que os Suíços Ernst Reiss e Fritz Luchsinger conquistaram. Podia prosseguir, referindo os inúmeros picos que fazem parte do Evereste, e outros tantos que existem noutras montanhas. O mundo tem muitas montanhas, muitos locais perigosos, e gente valente que se transcendeu, levou a sua capacidade ao limite, chegando onde ninguém tinha ainda chegado. Enquanto estes homens de valentia incontestável foram lá acima, eu fiz diferente. Fui ao local mais profundo que qualquer um de nós pode ter. A viagem ao interior. Olhei para dentro de mim. Encontrei muita sombra, e o que me salva é a luz que a equilibra. Luz e sombra. Ninguém é apenas penumbra.

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2 thoughts on “Conquista

  1. When you live in the dark for so long, you begin to love it. And it loves you back, and isn’t that the point? You think, the face turns to the shadows, and just as well. It accepts, it heals, it allows. But it also devours.

    Raymond Carver, Late Fragment

    Beijos João 🙂

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