Grande e brilhante

Estou a olhar para ti e vejo as minhas mãos na tua cintura, mas a tua loucura é tanta e abanamos tanto, as tuas coxas coladas às minhas e nós a movermo-nos frenéticos e eu passo as mãos às tuas coxas, consigo ver o meu caralho entrar e sair da tua cona a uma velocidade louca e tu a gemer, as tuas mãos apertam-me os ombros e gemes cada vez mais, e repetes o meu nome, e sinto-me abundantemente molhado de ti, e gosto, gosto disso, e estou a olhar para ti e vejo-nos a fazer amor no meio de uma foda impressionante de envergonhar toda e qualquer gente, e depois vem um frio e eu deito mão ao meu casaco, agarro-me a ti e aqueço-te, cuido-te ti, e encostamos os rostos suados um ao outro, o cabelo encharcado, o meu caralho ainda a pulsar dentro de ti e no fim os teus olhos nos meus, que não olhe assim para ti pedes, mas eu olho, e a tua alma está toda à vista, e eu gosto, gosto disso, é grande e brilhante, escondida por baixo de tanto negro.

Posted in Crónicas curvas

3 thoughts on “Grande e brilhante

    1. Imprópria, há muita luz no caos. O problema é o caos mesmo. Pisar o caos descalço magoa. Obrigado por passares por cá e deixares a tua visão das luzes fortes.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *