Lembras-te das palavras que disseste?

Havia luz. Tenho dificuldade em dizer de onde, admito que da rua fria, talvez dos candeeiros lá fora, mas os nossos olhos já estavam habituados à escuridão, os nossos corpos já se tinham agredido com amor tantas vezes, e nenhuma promessa de descanso era cumprida, era só um processo de intenções que ficava pelo caminho. Na verdade, pensando nisso, o cansaço sobreveio variadas vezes, diria que a vontade na alma era muitas vezes mais forte que a força no corpo, mas havia luz, ténue mas luz. E aquele calor imenso. Lembras-te? Lembras as palavras que disseste? Porque elas ecoam sempre e em toda a parte.

Posted in Crónicas curvas

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