Tens o meu caralho nas tuas mãos. Literalmente. Chegaste até mim e sorrindo perguntaste que coisa é essa pá, que coisa é essa que estás sempre com tesão ao pé de mim? E seguraste-me o caralho. Para ti nunca tenho pénis. Muito menos pilinhas, pilas ou piças. Tenho um caralho. Que vais fazer-me com ele? Vais enfiar-mo? Vais querer que to envolva com o meu corpo? E eu de sorriso meio idiota, ou até totalmente idiota, dizer o quê? O que já sabes? Vou esfregá-lo na tua cona, claro. Vou vê-lo a ficar molhado de ti, como gosto, como quero, e tu a encostares-te ainda mais a mim, ao ponto de te colocares muito ligeiramente em bicos de pés, para o entalares entre as tuas pernas, e nós já colados, e eu a pulsar à tua porta, abraçado nos teus lábios, os pequenos, os grandes, e tanta vontade, tanta vontade de ti, e lembro-me de pensar que deve ser isto que sentem os perdidos no deserto, uma sede que não cessa, que não passa, e tu já de boca ao meu ouvido, estou tão apaixonada por ti, sou tão tua, e eu a cheirar-te o cabelo, e a sorrir com tanto prazer, a apertar-te nos braços, e agora, agora que vais fazer-me, vais amar-me? Vais foder-me? Nem uma coisa nem outra, as duas. Devias saber. E sabias, olhaste-me como só tu me olhas e dizes-me “sei sempre amor, sei sempre”.