Galgou-se a estrada de forma apressada, subindo com velocidade apenas para no topo encostar o carro num espaço que ali existia, apressado também, sair do carro e dar a volta, a correr, para abrir a porta do passageiro com imensa fome e chegar-se a ela, e agarrá-la, e ela a virar-se para ele, e a abrir as pernas para se encostar melhor, para o receber no corpo, e as mãos à volta do pescoço, e os dois a beijar-se, as mãos a tocar-se, que vai fazer-me senhor doutor, que ideias são as suas senhor doutor, e sorriam, tanta coisa doutora, tanta coisa senhora doutora, e as pernas, essas coxas, essa tesão toda, e esse instante como água fresca, esse momento como repasto de famintos, e que vais fazer-me senhor doutor, que vais fazer-me? Tanta coisa senhora doutora, tanta.

João Por baixo, de lado, por cima

O João é Geógrafo físico e produtor de metano. Para além da geografia e da escrita, interessa-se também por fotografia, cinema e bolos da pastelaria do Manuel Natário em Viana do Castelo. E por mulheres, também. Não necessariamente por esta ordem, e nem sempre em separado. É um palhaço, não raras vezes um idiota, e até mesmo um cabrão, segundo opiniões conhecidas.

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