Olha que eu não me aguento, avisei, olha que se me deitas a mão eu não me aguento, não posso mais contigo e nem tiras proveito, que me venho logo, que rebento, e o caralho feito em pedra e a tua cona a salpicar-me e tu sem piedade sobre mim como se eu fosse passadeira rolante, e deslizas sem atrito, frenética, numa dança rebelde, e eu a dizer-te que não há igual a isto e tu a dizer-me que me venha, vem-te, vem-te, e tu a vires-te e nós a dançar, e o mundo a passar devagarinho lá fora e nós cá dentro, e eu dentro de ti, e o suor a escorrer, a roupa caída, colada, mal arranjada, os rostos alterados do prazer e o castigo, o meu caralho castigado, amassado, cavalgado e tu a vires-te e eu a dizer-te que não me aguento, que não me dás descanso, que te arriscas a que me venha logo, e passam minutos nisto e coleccionamos murmúrios e despejo-me na tua cona, esvazio-me, não me aguento mais e agarro-te com força, encostas-te a mim, e abraço-te, tapo-te, aqueço-te no calor que já é demasiado, e as minhas mãos nas tuas costas, e as minhas mãos no teu cabelo, e a tua cabeça no meu ombro, e estas almas ofegantes, estes corpos fatigados, e isto tudo foda-se, isto tudo nesta bolha que se condensa e nos segura, e nós a sublimar, e nós a sofrer, dos dedos dos pés ao infinito da alma e eu não me aguento, olha que não me aguento, e se me deitas a mão não sei que faça, não sei que te faça, só sei que não vai ser bonito de se ver, que vais ficar negra, e eu vou ficar negro, partidos, estilhaçados, e feitos parvos ainda a sorrir, salpicados, molhados, com trejeitos e olhares malandros a pensar next.