Eu sou a tua calma e o teu tornado. Sou a mão que te conforta e depois estimula. Tenho a voz que te adoça e o olhar que serena. Eu sou o teu rochedo e a certeza, o porto de abrigo, o lenço que recolhe as lágrimas e seca o rosto. Sou a estrada cujas curvas te embalam, sou o sol que te beija a pele, sou a mansidão que te trava e o animal que te espicaça. Sou muito mais do que se sabe, muito mais do que se vê. Sou a rendição, o deixar levar e sentir, o oposto do medo, a expectativa e a esperança. A parte do todo que duplica e que funde, o amor e a foda, a parede, a cama, o sofá e o relento, o alento nas mãos quentes, no vento, sem tento.