Os três amigos do homem

Gosto de vibradores. Enquanto navegava na maionese, escrevendo este texto, dei por mim a pensar em como muitos homens temem os vibradores. Não vejo porque razão um homem os deva temer, e ainda assim sei de muitos que os temem. Temem que as mulheres os prefiram, porque não sujam a casa, não desarrumam, não trazem lixo nas solas dos sapatos, não ressonam, não acreditam no cesto mágico (aquele que recebe a roupa suja e a transforma em roupa lavada, passada e dobrada) e não dizem coisas. O único inconveniente dos vibradores, o que os separa da perfeição, é precisarem de pilhas ou de carga. Se o vibrador fosse auto-suficiente, talvez as mulheres os preferissem. E se assim o escrevo, bem sei que brinco com o assunto, pois embora os vibradores sejam bons sozinhos, dizem-me que as mulheres os preferem acompanhados dos seus homens. Um vibrador é um dos melhores amigos do homem. Nos dias em que estamos imparáveis, os vibradores podem ser aquele pedacinho que garante que uma mulher se atira ao ar, toda esgaçada (andava há muito à procura de um pretexto para escrever algo em torno do verbo esgaçar), e nos dias em que o sexo não faz parte do nosso nome, o vibrador é aquele amigo que faz parte do trabalho por nós e nos deixa ganhar fôlego para outros circos com leões, onde vamos de novo brilhar, com ou sem o amigo das pilhas. E nos outros dias, naqueles normais, em que não estamos imparáveis mas também não estamos definhados, o vibrador é um adicional nas imaginações da gente doida, da gente que não existe.

Disse que o vibrador é um dos melhores amigos do homem. São três. Além do vibrador, há o cão, e o Google. Por razões diferentes, e desejavelmente em separado (embora cada um saiba de si…).

João Por baixo, de lado, por cima

O João é Geógrafo físico e produtor de metano. Para além da geografia e da escrita, interessa-se também por fotografia, cinema e bolos da pastelaria do Manuel Natário em Viana do Castelo. E por mulheres, também. Não necessariamente por esta ordem, e nem sempre em separado. É um palhaço, não raras vezes um idiota, e até mesmo um cabrão, segundo opiniões conhecidas.

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