Atiro-te para cima da cama. Não precisamos dela e na verdade somos bem mais criativos, mas para o momento, dá jeito. Ficas deitada de barriga para baixo enquanto te prendo firmemente os pulsos com corda. Uma outra, mais comprida, dobro ao meio para puxar os teus pulsos, passando-a por cima do meu ombro e segurando-a do outro lado com a mão. Consigo, com a inclinação do meu tronco, puxar-te os braços atrás das costas, movimento que contrarias empinando o teu rabo, esse maravilhoso rabo. Estamos no limite da dor. Trabalhamos sempre no limite da dor, naquele cinzento muito estreito onde o prazer começa a ganhar vida, a escassos milímetros de se tornar penoso. Entalo a corda que te puxa por baixo do meu joelho para ganhar liberdade nas duas mãos. Lanço mão ao gel e a um buttplug que te introduzo devagar, rodando. Pedes-me que te castigue. Sorrio ao ver um contorno difuso dos meus dedos na tua nádega. Seguro um vibrador com o qual castigo a tua cona, até que me dizes assim não. Não me quero vir assim, quero vir-me contigo dentro de mim. Enquanto te seguro os cabelos, aproximo os lábios do teu ouvido e pergunto-te se és a minha puta. E tu dizes que sim. Sou a tua puta. E pergunto-te se me amas. E tu dizes-me que sim, que me amas. Amo-te tanto. E enquanto respiro, dizendo que te amo, deixo-me deslizar para dentro de ti, minha putameu doce, e vamo-nos vindo.

João Por baixo, de lado, por cima

O João é Geógrafo físico e produtor de metano. Para além da geografia e da escrita, interessa-se também por fotografia, cinema e bolos da pastelaria do Manuel Natário em Viana do Castelo. E por mulheres, também. Não necessariamente por esta ordem, e nem sempre em separado. É um palhaço, não raras vezes um idiota, e até mesmo um cabrão, segundo opiniões conhecidas.

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