Impotência. Será talvez essa a palavra que melhor encaixa naquilo que em dias assim se sente. Impotência. Profunda. Num destes dias havia quem merecesse muito. Quem precisasse de um apoio forte. Quem merecesse ouvir as palavras mais doces. E eu fiquei à escuta, sem saber muito bem o que dizer. Acho que não me dou mal com as palavras. Acho que não tenho desafios muito severos a juntá-las e a criar frases que dizem aquilo que tenho dentro de mim. Mas com isto em que estou a pensar, não encontro maneira de juntar sílabas para dizer algo que ajude. Dizer que “estou contigo”, é verdade, mas soa a vazio. Não resolve. Não altera. Não devolve a paz ao coração. Se eu pudesse, tirava o cinzento de onde ele está. Se eu pudesse, oferecia a paz. Mas tudo quanto eu posso é “estar contigo”. E ter a esperança de que quando to digo, tu saibas o que isso é. Sejas capaz de entender o que isso é. E dispenses as palavras que eu não tenho, de tão curtas que são.