Passaram por umas montras, entraram numas lojas. Experimentaram roupa juntos, e viram que isso era bom. Jantaram juntos, foram ao cinema, deram as mãos, passearam os dedos no escuro, e viram que isso era bom. Conversaram a caminho de casa, atiraram as roupas para um canto qualquer e despiram os corpos porque se queriam fundir, e viram que isso era bom. Deitou a sua cabeça nas pernas dele enquanto ele lhe tocava o cabelo, passeou as suas mãos por todo o seu corpo, falou-lhe de como elas lhe sabiam bem, e viram que isso era bom. Deitaram-se encostados, as costas dela contra ele, segurou-lhe a coxa, a anca, segurou-lhe os braços, e entrou nela com amor e garra, e eles viram que isso era bom. Veio-se uma vez, e depois outra, e muitas mais depois disso, sempre com prazer explosivo, e eles viram que isso era bom. Foderam e foderam como sabiam, até haver cansaço, veio-se nela e ela a pingar, e viram que isso era muito bom. É tudo muito bom.

É tudo muito bom, amor, disse-lhe. Vem ver como é. Para não ser apenas imaginação, lugar para estar, ondulação calma num fim de tarde por viver. Coisas por fazer, o que falta dizer, páginas por ler, porque é sempre tudo muito bom.