tempt1Nem de propósito. Ainda ontem me cruzei com o video sobre a tentação, especificamente sobre a tentação sobre marshmallows, e hoje dou de caras com um texto assaz curioso sobre a acção da tentação nos nossos cérebros. As opiniões dividem-se, e os homens são muitas vezes acusados de não pensar com a cabeça quando estão perante uma mulher bela (como a autora do texto refere), ou de pensar com a outra cabeça. Parece-me injusto. Não apenas porque a outra cabeça não tem neurónios, não só porque, como afinal se vê, nessas circunstâncias todo o cérebro fica activado, mas sobretudo porque a culpa não é nossa. Estamos programados assim. A imagem é essencial para nós. Precisámos dela para sobreviver nas cavernas, foi essencial para caçar animais de grande porte, e é dramático que as mulheres nos acusem de não pensar quando, afinal, a sua própria sobrevivência dependeu, também, de os homens terem uma visão tão apurada.

tempt2Um dos contribuintes para o texto “I Didn’t Sin—It Was My Brain”, de Kathleen McGowan, Adam Safron, refere que «(…) watching pornography calls upon brain regions associated with reward (…)». Ora, lá está: reward. A recompensa dos tempos idos era a caça-grossa que nos alimentava, e ao regressarmos à caverna, não só tinhamos a recompensa da carne para nos alimentar, como uma (ou mais) fêmeas que em jeito de (notem bem) recompensa (viram?) nos favorecia o acesso à sua genitália, o que tornava o exercício da caça duplamente agradável. Nos dias que correm, já não precisamos correr descalços pelo mato com armas rudimentares para apanhar alimento. Mas continuamos programados para a recompensa, para a caça. E é por isso natural, que a imagem de belas mulheres nuas nos desperte qualquer coisa de básico e irresistível. Já não temos a parte da carne para comer e sobreviver, mas ficou-nos a parte do acesso à genitália, que nos fascina e move.

tempt3Os homens provavelmente não vão ler este texto com muita atenção, vão olhar mais para as imagens interessantes que aqui deixei. As mulheres sim, vão ler (presunção e água-benta…). O interessante é que, de acordo com o artigo que aqui referi, o cérebro dos homens estará provavelmente muito mais activo numa ressonância magnética do que o das mulheres. E poderá, agora, alguém dizer com justiça que ao focar a atenção nas belas imagens que, para nós, acompanham estas linhas, estamos a pensar com alguma outra coisa que não seja o nosso cérebro, e provavelmente utilizando-o a muito mais do que 10% da capacidade? Pois. Também acho que não. E mais: sabendo que manter o cérebro em funcionamento exige a queima de calorias, e que se fica muito mais activado com imagens sugestivas, juntamente com uma alimentação saudável e alguma actividade física, isto de ver mulheres nuas só pode ser bom para a saúde. É a apologia perfeita, que vos desafio a contrariar! 😉