Há alguns anos atrás, quando a prostituição brasileira se tornou muito incómoda para as mulheres de Bragança, circulava uma anedota segundo a qual uma dessas mulheres perguntaria ao marido “o que é que essas brasileiras têm que eu não tenho?”, ao que o marido responderia “menos 20 Kg!”. As dificuldades conjugais dessa cidade transmontana deixaram, aos poucos, de ser notícia nacional, no entanto, um pouco por todo o lado, surgem notícias de casamentos, mesmo alguns já com bastantes anos, a terminar abruptamente porque o marido deixa tudo para trás e vai viver com uma brasileira. E, por vezes, não apenas com a brasileira, mas também com os seus filhos.

Uma pessoa conhecida teve oportunidade de escutar, inopinadamente, uma conversa entre duas brasileiras aqui na grande cidade, em que uma dizia à outra que era muito fácil apanhar o homem português. Porquê? Porque as brasileiras são meigas e asseadas, enquanto que as portuguesas são rudes e porcas. O que significa isto? Significa que as brasileiras tratam os homens (pelo menos os nossos, não sei se farão o mesmo com os delas, nas terras de Vera Cruz) de “amor”, “gato”, “gostoso”. Enrrolam-se e desfazem-se em carícias e discursos melados que, há que dizê-lo, nos sabe bem ouvir. Isto, quanto à parte do meiga versus rude. Para o asseadas versus porcas, nada tem a ver – creio – com o número de banhos que se tomam ou vezes que se escovam os dentes. Tem a ver com outro tipo de asseio: o arranjo. A maneira de vestir, de pentear, de depilar, alourar ou rapar.

Reporto-me, uma vez mais, a uma ideia que uma amiga minha me transmitiu. Amiga minha, portuguesa, note-se. A ideia de que as mulheres lusas crescem a pensar que os homens gostam sempre delas. E isso é, efectivamente, mentira. O nosso gostar das mulheres é como curva sinusoidal. Na crista, quando vocês se arranjam. Na cava, quando vocês estão de chinelo, soutien e cuecas de cores diferentes. É talvez esta a chave do sucesso das brasileiras que cá chegam e arrasam casamentos. Mais atentas ao modo de funcionamento do macho latino, chegam de armas preparadas para vencer. E vão vencendo. Os homens são básicos, fáceis de entender. As nossas portuguesas teriam, assim, toda a vantagem em levar a guerra por vencida, porque nos conhecem há mais tempo, mas baixaram a guarda e deixam que as outras lhes levem o pedaço.

Tirando alguns casos em que o visual resvala para o putéfio, noto da parte de muitas brasileiras um cuidado com o visual que as portuguesas não têm tanto. Talvez as portuguesas prefiram ser mais práticas, enquanto que as brasileiras se apresentam mais sensuais. Pode ser cultural, ou apenas oportunista. Mas em todo o caso, dá-lhes frutos. E, quem sabe, a nacionalidade portuguesa, que dá sempre jeito para escapar às favelas. Este é um texto pleno de generalizações. Mas se as faço sem me sentir desconfortável, é porque vejo muito disso a acontecer. Aplica-se, estou convicto, a uma percentagem muito elevada do nosso mulherio. As mulheres brasileiras levariam o primordial Adão à desgraça muito mais depressa do que as portuguesas, e provavelmente nem precisariam de maçã.