11. Do amor e das fodas

Caro macho, quando começaste, provavelmente seguiste a via tradicionar do passeio algures, talvez um museu se fores mais culto, seguramente um jantar, um cinema ou um teatro, e depois fizeste o amor com a fêmea. Como funcionou, foste repetindo a dose, e, com mais ou menos cinema, mais ou menos jantar, e umas flores, continuaste a fazer o amor e ficaste surpreendido quando ela te deu com os pés. Assim, bem vês, perdeste a fêmea e o investimento teve um retorno modesto.

Macho amigo, atenta bem nestas palavras: se fizeres o amor às segundas-feiras, nos restantes dias tens mesmo é de lhes dar fodas daquelas de caixão-à-cova. Tens de arrancar-lhes a roupa do pêlo, pegar-lhes os pulsos e segurá-los, afastados do corpo, contra a parede. Se tiveres jeito a segurar dois braços com apenas uma mão, com a outra podes percorrer o corpo dela. E apertá-la contra a parede. Virá-la de costas para ti e penetrá-la numa canzana muito bárbara. Deves até atirá-la para a cama, e penetrá-la como se não existisse amanhã. Dizer umas coisas profundamente porcas, abusar de posições porno, dominar. Elas gostam. São elas que nos comem, nota bem, mas gostam de se sentir comidas. Dominadas. Não se pode fazer sempre o amor com as fêmeas. Na maior parte das vezes é preciso fodê-las. Fodê-las bem, à estivador.

Se fizeres sempre, e apenas, o amor, vão aborrecer-se e procurar outro estivador qualquer que as trate na cama com ímpeto. Fodê-las bem e fazê-las rir, é meio caminho andado para uma fêmea feliz.

Outros capítulos do manual de sobrevivência para machos latinos

10. Das fêmeas com pernas e outras coisas fartamente peludas
09. Das fêmeas roliças
08. Das grandes amigas
07. Das gajas boas
06. Das fêmeas possessivas
05. Das falsas puritanas
04. Da fêmea, esse bicho calculista
03. Da fêmea, em lençois de cetim
02. Da fêmea e dos paus-mandados
01. Da fêmea e do animal selvagem