O Principezinho

Hoje no Jornal Público pode ler-se isto:

Ex-piloto alemão reconhece ter matado Saint-Exupéry
16.03.2008

O aviador não sabia que quem pilotava o Lightning P38 era o escritor cuja obra adorara

Um antigo piloto alemão, Horst Rippert, reconheceu ter sido o autor dos disparos que abateram o avião de Antoine de Saint-Exupéry em 1944 sobre o Mediterrâneo. Não sabia quem pilotava o aparelho. “Foi só depois que soube que era Saint-Exupéry. Esperava que não tivesse sido ele, porque na nossa juventude todos tínhamos lido os seus livros e adorávamo-lo”, declarou ao jornal francês La Provence, que investigou o caso.

O autor do Principezinho, a mais conhecida das suas obras, traduzida para mais de cem idiomas, foi abatido a 31 de Julho de 1944. Descolara na sua base na Córsega para uma missão de reconhecimento a bordo de um avião Lightning P38. Era um piloto experimentado. Não voltou à pista. O corpo do aviador francês nunca foi encontrado. Em 1998, um pescador achou entre as suas redes uma pulseira que lhe pertenceu. Seis anos depois, os restos do seu avião foram encontrados em frente à costa de Marselha. Mas nunca se esclareceu o caso. “Podem deixar de o procurar. Fui eu quem abateu Saint-Exupéry”, dis-
se o piloto alemão, hoje com 88 anos, quando foi referenciado pelos investigadores do jornal francês. Horst Rippert estava há duas semanas de serviço no Sul da costa francesa, quando naquela manhã viu o Lightning e se dirigiu para ele. Perseguiu-o e disparou contra ele vários tiros. Reparou no avião a cair mas não se inteirou do que acontecera ao piloto.

Enfim… fazem-se coisas tristes nas guerras. Imagino que para este alemão a noção desta morte tenha sido muito pesada de carregar, não só porque qualquer morte provocada a outrém é pesada, mas também porque se deve ter interrogado, muitas vezes, de quantas maravilhosas linhas o mundo se terá privado com a morte prematura de Saint-Exupéry.

João Por baixo, de lado, por cima

O João é Geógrafo físico e produtor de metano. Para além da geografia e da escrita, interessa-se também por fotografia, cinema e bolos da pastelaria do Manuel Natário em Viana do Castelo. E por mulheres, também. Não necessariamente por esta ordem, e nem sempre em separado. É um palhaço, não raras vezes um idiota, e até mesmo um cabrão, segundo opiniões conhecidas.

Your comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *