4. Da fêmea, esse bicho calculista

Por mais que adore as fêmeas, e em certa medida lhes preste tributo admitindo a sua superioridade – ou de outra forma, a dependência do macho pela sua fêmea -, não é possível falar delas sem apontar essa característica tão própria, que faz delas um verdadeiro bicho. A fêmea é calculista! E são todas iguais, em maior ou menor grau.

Atente bem o macho quão importante é nunca constituír um empecilho, uma fonte de distracção perante os objectivos da fêmea. Apostada em cumprir todas as suas metas, as fêmeas estão sempre dispostas a triturar e cuspir os restos do macho que seja ameaça à concretização dos seus objectivos.

Vê tu, macho, que por mais que a fêmea te ame, estará sempre disposta a atirar-te para outra – ou, se estiver mais perto, para a sarjeta – se não tiver tempo para ti. Naquele pensamento calculista, o tempo que ela te dá é tempo que não entrega ao investimento na vida pessoal ou profissional.

Ficarás na gaveta – ou se não couberes, na prateleira – o tempo necessário. Até que tu te fartes, ou que ela te venha buscar.

A fêmea, esse bicho insensível perante os sentimentos do macho, pode não saber fazer contas de dividir, pode não saber derivar ou primitivar, mas sabe fazer contas com minutos, dias e anos. Não da tua vida ou da vossa em conjunto, mas apenas da vida delas. O macho torna-se assim um acessório de horário pós-laboral. Com o rumo que as coisas levam é possível que a fêmea caminhe a passos largos para a adopção da “rapidinha”, que até aqui vinha constituindo um verdadeiro insulto à sua imensa capacidade sexual.

@2001-05-18 19:45