Oh… Teresa…

Às vezes dou por mim sentado no sofá, a ver a SIC Notícias e, durante o Frente-a-Frente com o Mário Crespo, comento com a minha mulher o que penso desta senhora. A minha mulher olha para mim com um ar condescendente e provavelmente pensa, lá para os seus botões “coitadinho”. Não sei porquê, eu até sou homem para apreciar muito mais as morenas (casei com uma, diga-se), mas não consigo deixar de achar que esta mulher é…. digamo-lo com frontalidade, sexy. Há qualquer coisa nela que eu acho sexy. Não sei se serei o único a pensar assim. Também nunca perdi muito tempo...
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Comi um dos meus tomates

Está a dar-me gozo ver os tomates crescer. Em criança comia tomates como qualquer outra fruta, o que é natural já que o tomate é, efectivamente, um fruto. Comia tomates à dentada, simples ou com uma fina areia de sal, o que era razoavelmente inócuo porque lá em casa comia-se tudo sem sal. O que nunca tinha feito era comer dos meus tomates. Ou, por outras palavras, tomates criados com carinho no vaso cá de casa. Produto 100% biológico. Só lhe falta o fertilizante… também se arranjava, mas não me pareceu sensato. Nem cheiroso. Nesta primeira foto apresento o Tomate-Mor, quando...
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A vulva estelar

Uma referência, assim a seco, a uma qualquer vulva estelar, poderia remeter o leitor incauto para a vulva da Sylvia Saint ou até mesmo da Jenna Jameson (desculpem se estou desactualizado nas vulvas da constelação porno, mas não acompanho esse mundo da mesma maneira há muito tempo), mas não é nesse contexto que estou. Estando eu, no Google Reader, a ler os blogs que acompanho com regularidade, deparo-me, através do Obvious, com um tal de Spaceport America. Para saberem do que se trata podem ler no Obvious ou no próprio site do projecto. O que quero assinalar prende-se com o conceito do...
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Opaco e simples, em contraponto à árvore-de-natal

Quando em Novembro de 2008 escrevi sobre os irritantes lacinhos e rendas que abundam na lingerie, apresentei três exemplos de algo que dispenso, e referi que, mais tarde, mostraria aqui alguns exemplos de coisas que me agradam. Já sabia que não ia ser coisa fácil. A lingerie, diga-se ou pense-se o que se disser ou pense, é para agradar às mulheres e não aos homens. Sendo verdade que sabemos apreciar uma lingerie bonita, não é menos verdade que dispensamos, normalmente, coisas demasiado elaboradas, e o que mais há é lingerie que para nós faz muito pouco sentido. São peças cujo intuito,...
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Foder é coisa para fracos

No dia em que me surgiste pela frente com essas calças justas e me disseste, com sorriso malandro, que estavas pronta para tudo, era claro que na tua cabeça, como na minha, a ideia era apenas uma: foder. Não seria fazer amor, não seria nada procriativo, era foda. Da mais dura e da mais pura, quem sabe até daquele tipo mágico, foder e desaparecer. Com o Sol já muito oblíquo, os tons alaranjados banhavam-te o corpo e acentuavam as curvas contidas na roupa com uma espécie de halo, e eu, sentado cá fora na companhia da brisa do final da tarde, pensava em como seria interessante comer-te de...
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Ontem passei por ti na rua e não me viste

Alguém precisa ter juízo. Foi essa a frase que disseste, que alguém precisava ter juízo. Iniciaste essas palavras quando os nossos lábios estavam próximos. Estimo que apenas alguns milímetros os separavam, depois de, no início da noite, terem estado bem mais distantes. A minha fixação nos detalhes, como os milímetros que separavam as nossas bocas sedentas, era expressão da frustração, e do filme que na minha mente se desenrolava. Ao dizer-me essas palavras, recuas um passo e colocas a tua mão direita no meu ombro. Baixas um pouco a cabeça e olhas o chão onde já estavam os teus...
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Borrado de medo, não, mas…

… com alguma cagufa. O medo não é bem aceite. As pessoas - umas mais que outras, faça-se justiça - associam o medo à incapacidade ou incompetência. Consideram o medo um sinal de fraqueza. É estranho que se faça isso, porque toda a gente tem medo de qualquer coisa, mas como sabem que é socialmente prejudicial revelar medo, disfarçam-se de stress. Dizem que estão cheias de stress. O stress, é medo. Há muitos medicamentos na farmácia para o stress. Mas o que faz falta é resolver o medo. Prefiro ser honesto comigo próprio e assumir que tenho medo. É um medo transitório, que...
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A metáfora das pauladas

Tenho meditado bastante nesta fotografia que tirei, à entrada para o Palácio Imperial de Hofburg, em Viena. Mas por mais voltas que dê e significados que experimente, chego sempre à mesma conclusão. Esta estátua é, nada mais nada menos, do que um memorial a todos aqueles que só conhecem o sentido literal das coisas e não entendem uma boa metáfora.

A cena que a estátua representa passou-se mais ou menos assim:

A menina, tendo acordado especialmente lasciva, passeava pelos jardins do palácio. Era aquela altura a meio do mês, e tinha os apetites mais acordados. Eis senão quando, passa por ali um gajo musculado. E ela pensa “olha, nem é tarde nem é cedo, parece ter bons genes…” e aproxima-se do homem.

Ele, desconfiado mas cortez, pergunta “Ao que vem a Donzela?”, e responde ela “Venho levar umas pauladas”.

Tarde demais. O tipo saca do bastão e pimba. É o que dá não dizer as coisas como elas são e não chamar os bois pelos nomes.

estatua_hofburg

No mais, parece que já ali um peixe. Mas esse não sei que raio faz na história. Deve ser só para enfeitar, ou então significa que a confusão que aquilo deu redundou numa grande peixeirada.

As mulheres, os comboios e os gelados

Bratislava fica demasiado perto de Viena para não se dar lá um salto, se o tempo o permitir. É cerca de uma hora de viagem, e há um bilhete que se compra por € 14, que dá não só para ir e voltar de comboio (no mesmo dia) como também para andar em todos os transportes públicos em Bratislava.

Gosto bastante de andar de comboio, talvez até mais do que de avião, e por isso foi com interesse que reparei que, como em várias outras coisas, há uma diferença bastante clara entre os comboios austríacos…

comboio_austria

… e os comboios eslovacos:

comboio_eslovaquia

A primeira foto foi feita na estação de Wien Sudbanhöf, e a segunda, na estação Havla Stanica, que me lembra Porto-Campanhã dos anos 80 do século passado, não apenas pelo aspecto da própria estação - e dos acessos em túnel às plataformas - mas também pela saída, que tem o mesmo ar cinzentão e quase o mesmo tipo de fauna da qual me recordo em Campanhã, há muitos muitos anos atrás.

Os 60 quilómetros (mais coisa menos coisa) que separam Viena de Bratislava, separam muita coisa. Dois países diferentes, e duas gentes também muito diferentes, pelo menos na aparência. Os eslovacos são, porventura, mais parecidos connosco, latinos. Pelo menos, vi lá muitos baixos, gordos e carecas, coisa que praticamente não vi em Viena. As mulheres, essas são, quase todas as que vi, muito bonitas, arranjadas e, posso dizê-lo sem rodeios: boas boas boas. Não é mesmo por acaso que a Eslováquia, bem como a República Checa, são fortes fornecedoras de mulherio para sites de fotografia erótica (ou porno). Se os homens eslovacos são parecidos connosco (e com os seus comboios), as mulheres deles têm uma genética diferente, e têm muito mais a ver com os comboios austríacos do que com os seus próprios.

Eu que sou português (e minhoto!), não obstante a barriga que teima em sobreviver, sinto-me muito mais confortável nos comboios austríacos, e por isso reclamo o meu lugar junto às mulheres eslovacas. Venham elas, há sempre lugar. Só não podem é vender bolas de gelado a cinquenta cêntimos, senão desgraçam-me!

gelado_bratislava

Dar voz às coisas que escrevo

Gostava de ouvir, pela voz de outras pessoas (para variar dos meus ecos quando leio e releio o que escrevi), alguns dos meus textos. Não todos, obviamente, porque nem todos os dias são bons, e se há alturas em que me atrevo pensar que escrevi umas coisas boas, há outros que são para ler de rajada e não merecem grande nota. Eis o convite, então: escolham um dos meus textos e enviem-me um MP3 (ou outro formato digital da vossa preferência) em que o leiam. Com a entoação e sentimento que quiserem, que acharem adequados a cada frase. Quero poder ouvir as coisas que escrevi, faladas por outras...
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